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Análise: 22 de Julho (Netflix)

Vocês vão morrer hoje. Marxistas, liberais, membros da elite…

Até que ponto o ser humano chegaria para defender seus ideias políticos? Essa é uma das perguntas que o filme da Netflix nos questiona ao contar a história de Anders Behring Breivik e como ele, sozinho, foi capaz de matar 76 pessoas (boa parte delas adolescentes) e ferir outras 97 na Noruega em 2011.

• Atuação: O filme, por se tratar de um atentado real, carrega consigo um clima intenso e os atores conseguiram representar muito bem essa tensão. Os momentos durante e depois do atentado, a falha de comunicação da polícia, a frieza encontrada em Breivik foi passada com muita clareza.

Fotografia: A Noruega é um lugar muito bonito, mas por se tratar de um filme com um conteúdo de cunho crítico, a fotografia também não deixou o filme perder essa pegada. Gostei muito como foi buscado mostrar bem de perto o desespero dos personagens durante o ataque e os efeitos colaterais físicos e psicológicos deixados após a tragédia pode ser sentido pelo telespectador.

Cenários: Boa parte dos momentos mais intensos do filme se passaram no acampamento onde os adolescentes estavam. Teve um cuidado muito grande em passar a ideia de que ali era um apenas um acampamento e que, apesar de tudo, todos ali eram apenas crianças que ainda sonhavam com o que poderiam ser quando crescessem.

Eventos: Como eu já havia dito, o filme todo gira em torno do atentado de 2011 e do que teria levado Anders a comete-lo. O filme abrange também a recuperação dos um dos jovens que conseguiu sobreviver e sobre o julgamento de Breivik. Há uma leve cutucada quanto a crítica política presente por trás da tragédia, nos levando, nesse ano de eleição, ao nos questionar o assustador salto que p extremismo deu.

22 de Julho nos leva não apenas a refletir sobre as atrocidades que as pessoas podem fazer um nome da política, mas também em como o extremismo não está só presente em nossa sociedade atual, mas em nós mesmo. Cabe a cada um de nós escolher entre ouvi-lo ou não.

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Orgulho e Preconceito

“Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.”

Eu nunca fui de ler romance de época. A única exceção na minha vida era Cinco minutos e a viuvinha, o grande amor da minha vida. Contudo, minha aversão caiu por terra quando me deparei viciada e completamente dependente de Orgulho e Preconceito. Demorou, mas aqui está, a minha resenha do grande sucesso de Jane Austen.

Escrita: Não sei dizer o porquê, mas eu tive uma grande dificuldade de me adaptar a escrita dessa autora. Apesar de ser uma versão adaptada, me senti bem cansada no começo da leitura, porém, conforme você vai se avançando a trama a familiaridade logo surge.

Personagens: Jesus, essa parte me faz ficar de joelhos para a linda Jane. Personagens de personalidade fortíssima, onde você consegue distinguir bem o que é um e o que é outro, assim como é possível ver a mudança gradativa de ambos.

Eventos: Não há eventos grandiosos, nada de grandes reviravoltas que estamos acostumados a ver nos livros atuais. Jane retrata bem como as coisas eram pacatas naquela época e como para as famílias tudo se tratava de arranjar um bom par para se casar.

Adaptação para cinema: Sou simplesmente apaixonada na adaptação americana do livro, mesmo que tenham mudado algumas coisas. Sinto que os personagens foram bem representados e os eventos também, não tenho o que reclamar. São duas horas de filme instigantes e bem humoradas, me senti plenamente satisfeita.

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Análise: Eu não sou um homem fácil

“Não se nasce mulher: torna-se mulher” (Simone de Beauvoir)

Acompanhando o movimento feminista que vem crescendo e ganhando voz ao redor do mundo, a Netflix lançou, um tempinho atrás, o filme Eu Não Sou Um Homem Fácil, onde mostra uma realidade invertida invertida. Com uma pegada leve e humorística, o filme nos leva a refletir: e se os homens vivessem o que as mulheres vivem?

• Atuação: Assim como os mexicanos, sempre achei que os franceses e italianos atuassem de maneira exagerada, porém, esse tipo de atuação foi o que deu um ar cômico no filme e, ao mesmo tempo, deixava bem claro as críticas que cada cena trazia.

• Fotografia: Não há grandes tomadas da paisagem em si, sempre os cortes iam para cenas em que os atores estavam participando.

• Maquiagem e figurino: Isso sim me impressionou, estava tudo perfeito! Cada detalhe, desde o quadro na parede até os comerciais nas tvs. E os figurinos? Investiram muito nisso, colocando os atores completamente fora de suas áreas de conforto.

• Cenário: O cenário foi outra coisa maravilhosa, gostei de ver que cada detalhe foi pensado com uma extrema ironia, querendo colocar o expectador realmente para refletir, era como se quisessem dizer: “Olha só, eu não sou um filme de comédia qualquer”. A crítica por traz da obra não foi deixada de lado em nenhum segundo e agradeço a Netflix por isso.

• Eventos: A história não tem muito segredo, pôde-se dizer que é uma história bastante comum para nós, mulheres, infelizmente. Contudo, olhar esses eventos pelos olhos que a Netflix nos ofereceu é totalmente inovador e libertador, como se dissessem para nós: estamos com vocês, te entendemos.

O filme em si não tem muito segredo, mas carrega consigo um valor e tanto. Espero que a Netflix mantenha esse filme um bom tempo no catálogo porquê no meu ver a obra é aquela cutucadinha de leve naquelas pessoas que não se tocaram ainda que lugar de mulher é onde ela quiser!

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A mais iluminada das princesas

Estreando a minha parceria com a editora Bookish, hoje eu trouxe para vocês uma resenha sobre um livro que logo logo vai estar disponível para venda. Se você não está por dentro do que eu estou falando, a dica que te dou é dar uma olhadinha no Instagram da editora (disponível aqui) e continuar a ler esse post.

“A cada três mil anos uma nova princesa é escolhida e o destino da terra depende exclusivamente de seu sucesso no ritual de iniciação.

Lua queria apenas conquistar o coração de Marte, a qualquer custo. Sem escolhas, e com a ajuda de Noah, iniciará sua preparação para ser a nova princesa.

Mas poderá uma garota egoísta e ardilosa como Lua, ser altruísta o suficiente, a ponto de abdicar de sua vida e seus objetivos para salvar toda humanidade?”

Agora que você já deu uma degustada na sinopse, vamos para a resenha.

Escrita: Por se tratar de um livro infantojuvenil, a linguagem é bem solta, bem jovem o que, na minha opinião, contribui na fluidez do leitor que a obra é destinada. Uma escrita bem humorada, leve e simples. Creio que foi uma ótima observação da Bruna (autora do livro) empregar essa linguagem típica de adolescente, isso fez com que o livro não se tornasse cansativo e, junto com a curiosidade que vai aumentando ao decorrer das páginas, me fez terminar o livro em questão de horas.

Personagens: Apesar de ser um livro voltado para pré-adolescentes e adolescentes, os personagens não deixam de ser bem trabalhados e com personalidades bem definidas. A nossa personagem principal, por exemplo, no começo da obra apresenta uma personalidade forte. Outra coisa muito interessante desse livro é como você conhece acompanhar o amadurecimento do personagem ao decorrer dos eventos narrados, isso é muito proveitoso porque mostra ao leitor que devemos crescer com o passar do tempo e com os erros, uma lição valiosa nos dias de hoje.

Eventos: Achei os eventos muito bem trabalhados para uma fantasia. Bruna fez uma grande interdisciplinaridade entre eventos ficcionais com lições de moral aplicáveis na vida real e essa é a verdadeira missão do gênero fantasia: apresentar ao leitor, através de um mundo fantasioso, eventos e soluções que acontecem e que podem ser aplicados em vidas reais. Na vida deles. Ela realmente compreendeu esse objetivo e colocou ele em prática de maneira excepcional!

Lua, a princesa da lua nos traz, com bom humor e leveza, lições de moral valiosas e raras nos dias de hoje, nos ensinando que aquela frase do pequeno príncipe fará sempre sentido, em qualquer era: Só se vê bem com o coração ♥

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Análise: A lista de Schindler

“Da minha família foram 68 pessoas para as câmaras de gás”

Esse filme foi um dos poucos filmes que conseguiram me tocar profundamente. Indicado pela minha professora de literatura, A lista de Schindler é um filme que relata a história de um empresário alemão que salvou a vida de mais de 1 mil judeus durante a segunda guerra mundial. O filme tem a duração de três horas, pode ser agoniante para pessoas que são sensíveis à cenas pesadas, mas também relata de maneira clara a covardia e desumanização que ocorreu durante aquela quase uma década de sofrimento para os Judeus.

• Atuação: Justamente por se tratar de um filme de conteúdo pesado, eu senti muita entrega dos atores aos personagens. Não só dos atores principais, mas também de todos os figurantes que participaram desse filme. A atuação foi algo entregue, honrando todas as pessoas que foram mortas à troco de nada naquela época.

• Fotografia: Eu gostei muito de terem lançado o filme em preto e branco, sinto que isso permitiu uma inclusão maior no cenário que era proposto. Por ser um assunto pesado e polêmico, não houve restrição ou censura as cenas de mortes, pânico ou  afins, por isso volto a repetir que não recomendo esse filme para pessoas que são sensíveis.

• Maquiagem e figurino: Por se tratar de um filme preto e branco, da minha parte, não houve uma grande surpresa em relação a maquiagem, porém eu gostei muito da diferença de figurino entre os nazistas e os judeus, foi enfatizado bastante essa discrepância entre os dois, tanto nas vestes quanto no modo de viver dos mesmo.

• Cenário: Igualmente muito bem trabalhado, os cenários relatam bem a desumanidade em que os judeus eram submetidos naquela época.

• Eventos: Quero dar destaque à esse tópico pois o filme mostra o impacto da segunda guerra desde o começo, desde a criação dos guetos até o implante dos campos de concentração. Expõe, também, todos os efeitos que o nazismo causava ao protagonista.

A exposição das monstruosidades ocorridas durante a segunda guerra nos leva a refletir sobre as coisas horripilantes que o ser humano é capaz de realizar em nome de uma ideologia e a nos tornar atentos ao nosso redor, quando parece que estamos retrocedendo no tempo ao invés de progredirmos com o passar dele.

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Análise: Para todos os garotos que já amei (Netflix)

Espirituoso, engraçado e jovial, o novo filme da Netflix baseado no best Seller de Jenny Han foi muito bem adaptado e tirou muitas risadas. Apesar de se tratar de uma situação muito clichê, me surpreendi bastante com o filme produzido pela Netflix.

Atuação: Senti uma grande harmonia entre os atores, todos muito engajados no personagem. Gostei bastante da escolha, principalmente pela mistura de atores conhecidos por grandes trabalhos com alguns “novatos”.

Fotografia: Esse foi um fator que me impressionou bastante, não pela quantidade de imagens de lugares bonitos, como em alguns filmes, mas o cuidado com os detalhes, com o significado que tal devido detalhe para tal personagem. Isso foi algo muito bem pensado por parte da Netflix.

Maquiagem e figurino: Gostei do estilo que deram para a Lara Jean, em especifico. O estilo de roupa me lembra bastante uma descendente asiática, com um toque de América. Gostei também que não havia uniformes americanos muito bem trabalhados, nem roupas “styles” quase que incomuns, gostei da implantação do básico. Passou uma imagem de que a situação trabalhada no filme poderia acontecer com qualquer um.

Cenários: Não há uma grande quantidade de cenários, boa parte dos eventos acontecem na escola ou na casa da protagonista.

Eventos: Por incrível que pareça e apesar de clichê, gostei da sequencia de eventos. Como os personagens lidavam com isso, me fez realmente imaginar como eu ficaria no lugar da protagonista.

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Qual o nome do mal que habita em você?

O que fazer quando o mal te procura? O que fazer quando ele se apresenta pra você, como se fosse alguém real, que está presente ali? Talvez ele esteja. Glau Kemp já inicia o livro nos apresentando uma realidade muito além do esperado, nos apresenta uma obra que mistura pavor, repulsa e o mais primitivo sentimento de todos: o medo.

Escrita: Eu, particularmente, gostei muito da escrita da autora. É um tanto quanto leve para um livro de terror, mas isso não atrapalha, pelo contrário, coopera muito na fluidez e “abre o apetite” para se ler cada vez mais.

Personagens: Kemp estruturou os personagens de forma tão brilhando que você não sabe o que esperar deles. Diferente de muitas obras em que ou o personagem é completamente sádico, chegando a fugir da realidade às vezes, ou é de perfeição inalcançável, Glau apostou em personagens intensos, de atitudes, muitas vezes, impulsivas.

Eventos: O melhor de tudo para mim. A colocação de personagens em cada evento, a ligação entre eles e o final fazem dessa obra uma das melhores, na minha opinião, quando o âmbito é terror nacional.

Segue a história que Clara e Donavan quiseram que eu contasse a vocês. Espero que ninguém se sinta aterrorizado como fiquei. Para mim foi real. Não deixe que para você também seja.

Finalizo deixando aqui uma partinha da nota da autora. E, essa noite, faça uma oração antes de dormir, deixe a luz acessa e não olhe de baixo da cama.

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Demonologistas, verdadeiro ou falso?

Essa é a principal questão que “Ed & Lorraine Warren: os maiores demonologistas do mundo” nos traz. Tiago Bode juntou todos, ou boa parte, dos arquivos existentes sobre o casal, mostrando nessa obra um pouco da história de vida dos dois, os principais casos e todas as pontas soltas encontrada em muitos de seus casos. Mistério, medo e dúvida são as principais coisas que cercam essa obra.

Escrita: Nada muito sensacional, afinal, o livro é como um documentário escrito, então a linguagem é simples, com o objetivo de fazer com que o leitor entenda o que se passa em cada caso. Tiago Bode alcançou o seu objetivo, na minha opinião, em atingir todos não só o público que especifico desse assunto, mas também o público curioso e leigo.

Personagens: Personagens reais, isso é o que torna essa obra mais legal, pois se você jogar na internet você encontra essas pessoas, encontra os lugares. Isso mostra que o autor teve um grande cuidado de escrever algo imparcial e voltado para algo realmente real.

Eventos/Casos: Não contêm muitos detalhes, alguns casos, os mais famosos, tem mais detalhes que os casos menos conhecidos. Porém, o que me chamou atenção foi a riqueza de nomes e, principalmente, o esforço do autor para sempre mostrar os dois lados da moeda: O lado dos demonologistas e o lado das pessoas que afirmam que o casal é uma fraude, deixando, a cada página o questionamento para o próprio leitor responder.

O mal existe ou sempre foi uma invenção do ser humano? Cada um sabe dos anjos e dos dêmonios que carregam em si, o que muda é qual você escolhe seguir.

“As forças malignas existem até agora, o conto de fadas é real! Deus existe, o diabo existe, nosso caminho é saber qual escolher.” — Ed Warren

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Você só precisa de 5 min de coragem

“Não se esqueça que as pessoas mudam, mas o passado não”

Gostou da frase? E se eu te falar que ela vem de um livro de romance feito pela escritora americana Beca Fitzpatrick, e que essa resenha é só sobre o primeiro da série? Isso mesmo, a série HUSH HUSH conta com quatro livros: Sussurro, Crescendo, Silêncio e Finale. Essa análise vai te dar um gostinho do que o primeiro livro pode te proporcionar.

Escrita: A autora tem uma escrita muito leve, interpõe pensamentos da personagem (Nora) e narrativa do ponto de vista da mesma, deixando bem detalhado os eventos e como Nora enxerga as coisas.

Personagens: Muito bem construidos. Beca Fitzpatrick investe em personalidades fortes, extremamente diferentes uma das outras e usa a individualidade de cada um para deixar pontas soltas que são solucionadas ao decorrer do livro. Achei essa iniciativa de usar o caráter dos personagens para nos fazer questionar e não os eventos, como geralmente são usados.

Eventos: No começo, tudo é muito confuso e lento. Como eu disse acima, o livro na questiona o leitor apenas através de eventos, mas usando a personalidade de cada personagem também. É preciso estar atenta ao jeito do personagem, algumas pequenas ações que não condiziam com aquele personagem ao longo do livro. Os eventos se desenrolam muito vagarosamente, o que, na minha opinião, pode deixar o leitor cansado. Contudo, ao entrar no enredo de fato, onde não são colocada indagações ao legente, mas sim resposta, é onde eu considero o ápice da trama, prendendo quem lê cada minuto.

Um livro provocante, ousado e, ao mesmo tempo, libertador, Sussurro nos proporciona a oportunidade de vivermos experiências muito além de nossa compreensão. Curioso? Você só precisa daqueles cinco minutos de coragem.

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Entrevista com escritores: Fábio Canata

O entrevistado de hoje que nos deu a honra de disponibilizar cinco minutinhos do seu tempo para responder nossas perguntas é o Fábio Henrique Canata, criador do livro De volta a cidade do medo, um romance policia que vale muito a pena de se ler.

1. Com quantos anos você começou a escrever?

R: Com meus 16 anos. 

2. Possui algum hobbie além da escrita?

R: Gosto muito de games, sempre dedico algumas horas no fim de semana para jogar alguns games que tenho na minha coleção.

3. Como leitor, qual seu gênero literário favorito?

R: Romance Policial. Amo de paixão! 

4. Um escritor que você se inspira?

R: Agatha Christie

5. Qual seu público alvo? Algum obra futura?

R: Jovens acima dos 17 e adultos. Por escrever romances policiais as histórias são densas e não aconselháveis a abaixo desta faixa etária.
Sim, alguns projetos futuros mas nada concreto ainda!